A Desonestidade de Thierry Henry

É impressionante como as opiniões se dividem sobre o caso do jogador francês que dominou e ajeitou a bola para dar o golo a marcar ao seu colega Gallas, apurando a França e afastando a Irlanda do mundial na África do Sul. As imagens são claras. O jogador sabe perfeitamente aquilo que está a fazer. Se na sua mente estivesse inculcado o princípio da honestidade teria feito uma de duas coisas: Primeiro, Thierry Henry não colocaria a mão à bola, mas tentaria dominá-la com os pés. Afinal trata-se de um jogo de pés. O movimento pode ser instintivo, mas só se torna instintivo nestas situações quando repetidamente se interioriza que se pode fazê-lo. Anteriormente, ele tentou simular um penalti, mas o árbitro não viu. Na mente dos jogadores já está inserido o princípio de que tudo se pode fazer para se atingir os fins. Já lhes foi inculcado no espírito que os “meios justificam os fins”. Certamente também ouviram, vezes sem conta de quem os orienta (???), que, mesmo que façam falta, devem continuar a jogar até ouvirem o apito do árbitro. Ainda me lembro quando jogávamos à bola no recreio da escola, não havendo árbitros, dizíamos: “É falta, ali. Toquei a bola com a mão”. Dir-me-ão: “O jogo era a feijões. Não estavam em causa os milhões…”. Pois, é verdade, mas havia honestidade. Segundo, Thierry Henry não festejaria o golo, mas levantaria as mãos a dizer que não deveria ser validado. Afinal não é isso que eles costumam fazer quando o árbitro assinala uma falta sobre o adversário? Levantam as mãos como que a dizerem que não fizeram nada. Correm para o árbitro a dizer que foi na bola que tocaram. Mas quando fazem mesmo falta e o árbitro não viu, ninguém corre a dizer que fez falta. Henry afirma que, no final do jogo, comunicou aos irlandeses, ao árbitro e à imprensa que dominou a bola com a mão. Não teria sido diferente se de imediato ele o dissesse ao árbitro assim que o golo foi marcado?

Ao admitir diante das câmaras que tocou a bola com a mão, ele não deixou de se justificar. E é nisso que se nota ainda mais a desonestidade do jogador. O remorso só aparece depois de se ter confirmado que a sua batota é bem visível na televisão. É evidente que a decisão sobre a repetição do jogo não está nas suas mãos, mas os acontecimentos seriam diferentes se a sua atitude durante todo o jogo fosse uma atitude honesta. E são estes os exemplos transmitidos para milhões de pessoas que gostam de futebol. Muitas crianças crescem a ver estas coisas e a sentirem que afinal a desonestidade compensa desde que o juiz não veja. O mundo do futebol é apenas um reflexo do que se passa com o ser humano que não tem Deus no seu coração. O crente em Jesus Cristo zela pelo que é honesto “não só diante do Senhor, mas também diante dos homens” (2 Coríntios 8:21).



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