NOEMI versus MARA
Escrito por: Virgílio Barros | Categoria: Uncategorized

“Porém, ela lhes dizia: Não me chameis Noemi, chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-poderoso” (Rute 1:20)
Sabemos que o significado de “Noemi” é “agradável” e o de “Mara” é “amarga”. A história bíblica mostra-nos uma mulher que, depois de ter perdido o marido e os seus dois filhos, se deixou abater pelas circunstâncias da vida. Quem não se deixaria, perante tamanha infelicidade? Esta família abandona a sua terra, por causa da fome, partindo para uma terra estrangeira, à procura de melhores condições de vida. Ironia ou não, o facto é que eles são de Belém, nome que significa “casa do pão”. Em terras de Moabe, em vez de melhores condições só encontra desgraça, morte atrás de morte, até que fica só a mulher. Uma mulher sozinha é sinal de miséria, desgraça, pobreza e marginalização. Ela tinha duas noras, mas uma também a abandonou, voltando para casa dos seus pais. Rute, porém, decidiu ficar com a sua sogra e fez um juramento de fidelidade. Iria com ela até ao fim, nem que isso significasse a morte. Ela adoptara o Deus de Noemi quando disse: O teu Deus será o meu Deus.
Mas, Noemi não confia mais no seu Deus. Depois do que viveu, acha que tem toda a razão para se sentir amargurada com a suposta atitude de Deus. Acusa-O de ser o responsável pela sua situação, dizendo que o Shadai é que lhe tem causado amargura em demasia. A amargura poderá ser definida como um sentimento acre provocado por situações que foram adversas e desagradáveis. A amargura surge quando a pessoa se sente ofendida por alguém, e isso lhe criou um certo azedume, não no estômago, mas no coração e na mente. A semente começa a desenvolver-se de muitas maneiras, porque a pessoa não é capaz de falar honestamente sobre o sentir-se ofendida. A realidade é que o ácido guardado no coração e na mente começa a corroer todos os bons pensamentos e atitudes até os destruir. A partir daqui a pessoa parece que começa a sentir prazer em ser amarga, em dizer palavras cheias de fel, em ter atitudes corrosivas. Mas, no fundo, sente que esse amargo está a destruir o seu íntimo. Na realidade não é prazer o que sente, é frustração.
Deus criou-nos com o que há de mais belo e agradável, mas nós deixamos que o pecado nos seduzisse a ponto de cairmos na tentação de considerar que somos as vítimas das circunstâncias à nossa volta. As escolhas que fazemos é que nos fazem cair em determinadas situações, mas depois somos lestos em acusar Deus pelo que nos acontece. Noemi tinha um nome que irradiava “agradabilidade”, mas agora preferia um nome que demonstrasse toda a acidez que brotava do seu íntimo. Mas Deus usou uma moça estrangeira, Rute, a moabita, para que Noemi voltasse a ter o sentimento de alegria. Deixar ficar a amargura no nosso coração é estar a dar um lugar ao diabo (Efésios 4:27-31). O autor da Epístola aos Hebreus também escreveu: “tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminam” (Hb. 12:15). Não queiramos ser chamados de “Mara”, recebamos, antes, o nome de “Noemi”, o novo nome que Jesus nos quer dar (Apocalipse 2:17). Para isso, Ele está à porta do nosso coração, batendo e esperando que o abramos para Ele entrar.
Um Comentário a “NOEMI versus MARA”
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JOSIEL DIAS Diz:
30 Abril 2010 at 15:55Olá meus irmãos, Graça e Paz.
Como é bom conhecer blog’s assim como este. Como sempre digo: Aprendendo uns com os outros, crescemos na graça e no conhecimento.Gostaria de compartilhar um
“Mensagem Edificante para Alma”
http://josiel-dias.blogspot.comJosiel Dias
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