A CIDADE
Escrito por: Virgílio Barros | Categoria: Mensagem
Viver numa cidade tem as suas vantagens e desvantagens. Parece, porém, que as pessoas conseguem apresentar mais desvantagens do que vantagens. Mesmo assim, a correria para as cidades continua de forma desenfreada. A concentração de pessoas nas cidades é um dos factores que contribui para a degradação do ser humano. Muitas vezes a cidade é sinónimo de violência, delinquência, pobreza, doença, imoralidade, vaidade, hipocrisia e outras situações que nada contribuem para o bem-estar do ser humano. Na cidade, as pessoas encontram mais divertimentos, passatempos e espaços de lazer que, embora alguns até pudessem ser saudáveis, contribuem para situações opressivas por parte daqueles que não têm escrúpulos em explorar e oprimir os mais débeis e incautos. É na cidade que mais se nota a lei do mais forte e a exploração do mais fraco. Na cidade não há compaixão pelo mais fraco e necessitado. Na cidade, as pessoas deixam-se apanhar, por vontade própria, nas malhas do pecado e, quando dão por ela, já não conseguem livrar-se das garras dos vícios. É na cidade que as pessoas se acham senhoras e donas dos seus narizes, ostentando toda a sua presunção e rebeldia contra a existência de um Deus que quer o melhor para elas. É na cidade que as pessoas não têm tempo para Deus, pois encontram os seus deuses que lhes dão prazer efémero.
Apesar de toda esta vivência na cidade, o profeta Isaías (25:1-8) apresenta-nos uma mensagem de esperança para aqueles que têm Deus como seu Senhor. Os que crêem em Deus só têm uma preocupação: confessá-lo como seu Deus e adorá-lo. Tendo em atenção às maravilhas que Deus tem feito e aos conselhos que dá para uma vida saudável e recta, o crente louva-O porque sabe que vai haver um novo dia de libertação. Nas palavras do profeta, a cidade será feita num montão, em ruínas (v.2) e o crente só poderá exclamar: “Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome; porque fizeste maravilhas…” (v. 1).
A realidade é que não haverá poderoso nem violento que consiga enfrentar o Deus vivo e verdadeiro. Os arrogantes sucumbirão perante o Senhor, enquanto os pobres, os necessitados e os angustiados encontrarão no Senhor a verdadeira fortaleza (v.4). Na cidade, os poderosos banqueteiam-se e assopram violência contra os indefesos, mas esquecem que Deus é o refúgio contra a tempestade e a sombra contra o calor daqueles que confiam nele e o louvam no seu templo (v.5). Desiludam-se os arrogantes, porque a vida não lhes continuará a sorrir como até agora. Desenganem-se os foliões que buscam mais o prazer em coisas fúteis do que na adoração ao Senhor dos senhores.
Os que confiam no Senhor Deus Todo-poderoso receberão o banquete divino que dá a verdadeira alegria em pureza (v. 6). A verdadeira esperança que o crente em Deus tem é que Ele aniquilará a morte para sempre e enxugará as lágrimas de todos os rostos e tirará o opróbrio daqueles que são seus (v.8). Só Deus pode fazer isto. Não há mensagem mais sublime do que esta. Em Deus reside toda a nossa esperança.
Se você faz parte do grupo que procura na cidade a razão, o poder e a luxúria para a sua vida, não faça frente ao Senhor do universo; renda a sua vida a Ele e glorifique-O; reconheça a sua necessidade e refugie-se nele; aceite a dádiva divina de vida para sempre sem lágrimas e sem angústias.
