CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO
Escrito por: Virgílio Barros | Categoria: Actualidades
Carrie Prejean, Miss Califórnia 2008 e candidata a Miss USA 2009, foi questionada sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pelo famoso bloguista Perez Hilton, homossexual assumido, e respondeu: “No meu país e na minha família, os matrimónios devem ser entre um homem e uma mulher”. Por causa desta resposta, ela não conseguiu o título de Miss USA, pois Perez, fazendo parte do júri do concurso, esperava que ela fosse politicamente correcta. Ela disse o que pensava sem qualquer preconceito, porque achou que não devia estar preocupada em dar uma resposta politicamente correcta, mas biblicamente correcta. Perez usou o seu blogue para atacar furiosamente a jovem de 22 anos que ousou demonstrar a sua fé e convicção bíblica perante uma audiência que normalmente tem medo de ser apelidada de retrógrada e preconceituosa. Numa entrevista dada a uma cadeia de televisão norte americana, Carrie disse que tinha muita pena que Perez a atacasse daquela maneira e que iria orar por ele.
Os portugueses têm assistido já a debates que procuram traçar um rumo para alteração da lei sobre o casamento. O PS afirma que irá colocar no seu programa eleitoral o assunto do casamento homossexual, porque o líder da JS discursou o ano passado dizendo que “o casamento homossexual é uma imposição do princípio da igualdade” e que se trata “da felicidade de milhares de pessoas deste País”. Estamos perante um desafio, ao qual teremos de responder com firmeza e convicções, embora respeitemos as opções de escolha das pessoas.
Os cristãos defendem claramente que a Bíblia é a palavra de Deus para o ser humano, a qual contém orientações para se viver de forma agradável e justa diante de Deus e dos homens. De facto, ao contrário da tendência natural do ser humano, a Bíblia sempre falou contra as injustiças que os poderosos exercem sobre os mais fracos e indefesos, apelidando de tais actos como pecado, isto é, desvio do alvo que Deus traçou para o ser humano. Claramente Deus diz na Sua palavra “os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos” (Isaías 55:8). Aquilo que o ser humano pensa e o estilo de viva de que leva, infelizmente, é sempre contrário ao que Deus quer. Logo, a Bíblia não poderá ter sido criação imaginativa do ser humano, porque a ser assim nunca iria escrever algo que contradissesse a sua vontade. Por conseguinte, no que concerne às orientações sexuais, a Bíblia também apresenta um padrão que, segundo as palavras de Jesus Cristo, é: “desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Marcos 10:6-9). O casamento entre duas pessoas de sexo diferente foi instituído por Deus, mas o ser humano gosta de fazer o que é contrário à Sua vontade. David Greenberg, no seu livro The Construction of Homosexuality, a mais extensa e profunda obra sobre a história mundial da homossexualidade jamais escrita com 635 páginas, argumenta que a homossexualidade não é uma manifestação de alguma essência interior, biológica ou psicológica, mas é um comportamento produzido e interpretado de diferentes maneiras por diferentes sociedades em diferentes épocas. Greenberg é um professor de sociologia na Universidade de Nova Iorque, que se especializou em criminologia, lei e teoria do desvio.
Este desvio comportamental sempre existiu nas sociedades primitivas, mas o povo escolhido por Deus, para ser a diferença num mundo corrompido, possuía uma mensagem que estipulava a união entre macho e fêmea. O povo israelita muitas vezes era tentado a viver segundo os padrões dos povos vizinhos, mas Deus, através dos seus profetas, chamava-o à razão e à santidade. Portanto, esta atitude de considerar o casamento como algo exclusivo à união entre um homem e uma mulher não é capricho nosso, mas é vontade de Deus. A história de Noé (Génesis 6) mostra-nos que a corrupção moral em que o ser humano vivia não agradou a Deus de maneira nenhuma, por isso Ele enviou o dilúvio para destruir a raça humana, mas ordenou a Noé que construísse uma arca onde entraria ele e sua mulher, com os seus três filhos e suas respectivas mulheres, e por fim os animais dois a dois, macho e fêmea. Este foi sempre o propósito de Deus. Não se trata de fazer discriminação social, trata-se de informar que o ser humano que procura ter um comportamento desviante, ainda que diga que tem uma certa inclinação, está a quebrar um dos princípios fundamentais da vontade de Deus para a sua vida. E assim como Deus condena todo o tipo de injustiça, considerando isso pecado, também o desvio sexual é pecado aos olhos de Deus. Paulo escreveu aos Coríntios: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Cor. 6:10). Mesmo assim, estes poderão ser lavados, santificados e justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus (v. 11). Isto foi o que aconteceu com muitas pessoas da cidade de Corinto e que aceitaram o plano de Deus para a sua vida. Também é o que pode acontecer com todos aqueles que têm um comportamento desviante do alvo que Deus planeou para cada ser humano. Portanto, o que Deus determinou, o ser humano não deve destituir, pois só assim, vivendo debaixo da vontade de Deus, é que conseguirá encontrar a verdadeira felicidade e herdar o reino de Deus.
