O Túmulo de Jesus
Escrito por: Virgílio Barros | Categoria: Actualidades
UM TÚMULO VAZIO
A celebração da Páscoa fez reabrir a discussão sobre o túmulo de Jesus, devido a um documentário que o Canal Discovery emitiu o ano passado, com base numa descoberta arqueológica feita por um jornalista canadiano, em 1980, concernente a uma cripta que contivera, provavelmente, os ossários de José, de Maria, de Jesus, o filho de José, de Mariana (provavelmente Maria Madalena) e de Judá, filho de Jesus. A ser verdade, esta descoberta arrasaria com um dos pilares fundamentais da fé cristã – que Jesus, depois da sua morte na cruz, foi sepultado e ressuscitou corporalmente ao terceiro dia.
Novas conferências foram realizadas no mês de Março, em Jerusalém, para estudarem todas as evidências e concluírem se se encontrou ou não a cripta de Cristo. Após três dias de debate aceso, os estudiosos continuaram divididos nas suas conclusões. Uns dizem que não é de maneira nenhuma o túmulo de Jesus, enquanto outros dizem ser muito possível o túmulo de Jesus.
A pergunta que se levante é se, caso se prove que o túmulo é mesmo o de Jesus, isto abalaria a fé cristã sobre a ressurreição. Por enquanto, ninguém apresentou os ossos dentro dos ossários que pudessem pertencer a Jesus. Portanto, ainda se espera novas investigações. No entanto, ainda predomina a afirmação da fé cristã – Jesus Cristo ressuscitou e o sepulcro esteve aberto nos primeiros tempos para que todos vissem que estava vazio.
A declaração de fé formulada desde os primórdios pela igreja de Jerusalém encontra-se expressa na 1ª carta aos Coríntios, que Paulo escreveu por volta do ano 56 ou 57, e diz o seguinte: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (15:3-4). Dos oito argumentos usados pelos estudiosos para defenderem que o túmulo de Jesus foi encontrado vazio há um deles que me chamou a atenção e que vou procurar desenvolver um pouco mais, o qual é: seria impossível para os discípulos anunciarem a ressurreição, em Jerusalém, se o túmulo não estivesse vazio.
A primeira razão é que os crentes seriam facilmente desacreditados e ridicularizados pelas pessoas que rapidamente poderiam ir ao sepulcro e apontar para o corpo que jazia lá dentro. Se o túmulo não estivesse vazio, a mensagem do evangelho não teria qualquer fundamento. A segunda razão é que se o túmulo não estivesse vazio, as autoridades tanto romanas, no plano político, como judaicas, no plano religioso, teriam envidado todos os esforços para condenar legitimamente os cristãos por informações falsas. A realidade, porém, é que os líderes religiosos se limitaram a proibir que falassem em Cristo e na sua ressurreição, porque isso os incomodava devido ao facto de terem de reconhecer que Jesus era na verdade o Filho de Deus.
As promessas de Deus sobre a vinda do Messias que haveria de salvar todo aquele que cresse nele cumpriram-se em Jesus Cristo. Ele morreu pelos nossos pecados, porque, segundo as Escrituras, só uma pessoa santa e pura, sem pecado poderia morrer por nós pecadores. Depois de ser sepultado, Ele ressuscitou para nos garantir a salvação. Se Ele tivesse continuado preso pela morte, nunca poderíamos confiar na vitória sobre a morte que se deve à nossa destituição da glória de Deus.
Esta é a veracidade dos factos, o túmulo está vazio, e, como diz o professor James Charlesworth, “o cristianismo é uma religião forte, baseada na fé e na experiência, e acho que nenhuma descoberta feita pelos arqueólogos mudará isso”. Creia que, para além dos argumentos filosófico-teológicos, se o sepulcro não estivesse vazio, não haveria qualquer tipo de esperança para o ser humano, pois tudo se resumiria a uma luta frenética pela sobrevivência, sem preocupação pelo próximo.
Virgílio Barros
2 Comentários a “O Túmulo de Jesus”
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silas da silva Diz:
5 Dezembro 2009 at 20:10SE PROVAREM QUE O TUMULO DE JESUS NÃO FOI REAL, AINDA ASSIM EU, SILAS DA SILVA, PASSO A ACREDITAR MAIS E MAIS NA SUA EXISTENCIA, POIS QUANTO MAIS TENTAREM PROVAR A SUA INEXISTENCIA AI É QUE MAIS ACREDITO NELE, SEM TITUBIAR E SEM PESTANEJAR. ESTOU COM ELE E NÃO ABRO MÃO DELE. ALELUUUUUUUUIA.
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Ezequiel Diz:
14 Março 2010 at 18:49Cumprimentos ao irmão Pastor pelo artigo…tive a oportunidade de ver um comentário sobre o assunto e sei que notícias como estas em tempos como os que vivemos servem essencialmente para semear a dúvida e fazer enfraquecer a ténue crença que ainda existe na nossa sociedade. A verdade é que, digam o que disserem, Cristo é um facto histórico inegável, e além do mais, para mim é válido que quem segue a Cristo segue-o por fé, em Espírito e em verdade, a entrega a Cristo é uma coisa pessoal e que se passa em nosso Coração. Não vemos a Cristo, mas sentimos a Sua presença quando fazemos a Sua vontade e andamos em sinceridade de Coração e é isso que fortalece nossa fé, não são manifestos arqueológicos ou coisas que, passados 2000 anos possam vir agora dizer que ponham em causa o evangelho de Cristo. Porque “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem”, Cristo, não o vemos, mas a fé é a prova, para nós, de que Ele existe.
No entanto para quem procurar uma lógica dita mais bem “documentada” da ressurreição de Cristo podemos dizer que as escrituras têm uma lógica intemporal que se estende ao presente e ao futuro sendo que tudo o que sucedeu e está escrito é de Maravilhosa interpretação e só o é tão Maravilhoso porque Cristo ressurgiu…acerca dessa mesma ressurreição hoje não há testemunhas oculares, mas há registo bíblico de que as houve, tanto de quem viu a Cristo morrer como de quem o viu após ressucitar e subir aos céus e, pelo que está escrito, não foram assim tão
ao poucas (I Coríntios 15:3-8 e 14).Ezequiel, membro da Igreja Baptista de Santo Tirso

