Sementes que se Confundem
Escrito por: Virgílio Barros | Categoria: Actualidades
SEMENTES QUE SE CONFUNDEM
Mateus 13:24-30
Uma certa mulher de 39 anos sentiu-se desprezada por alguém a quem ela amava. Deixou que um sentimento de vingança se apoderasse dela e decidiu incendiar uma residência situada nas redondezas de Torres Vedras, provocando avultados prejuízos e pondo em perigo cavalos de competição. Um grupo de jovens entre os 20 e os 30 anos invadiu uma propriedade com 50 hectares de milho geneticamente modificado, para ser mais resistente à praga da broca, e procurou destruir “simbolicamente” toda a plantação. Enquanto uns ceifavam, outros faziam paradas de animação.
Não é fácil viver numa sociedade onde muitas vezes nos sentimos injustiçados e impotentes para combater os grandes poderes maléficos. Perante determinados factos, infelizmente, deixamos que se desenvolvam em nós determinados sentimentos impróprios para um cristão.
Certa vez, Jesus contou uma parábola para, de certa forma, explicar o porquê de tanto mal e até a dificuldade que se tem em identificá-lo. Ele contou que um homem semeou boa semente de trigo no seu campo, mas o seu inimigo veio durante a noite e semeou uma erva daninha, que prejudicaria a boa semente. Ambas cresceram, e os trabalhadores pensaram logo em arrancar a erva daninha. O dono do campo e da sementeira, porém, disse que não o fizessem, pois correriam o risco de arrancar também o trigo. O melhor seria deixar crescer tudo até ao tempo da ceifa, quando então seria possível juntar o joio para ser queimado e o trigo para ser guardado.
Sabe-se que as ervas daninhas têm um efeito nocivo na saúde económica e social ou na conservação de valores de uma área. Elas ameaçam a biodiversidade, produzindo impactes ecológicos, provocam a degradação da terra e contribuem para um rápido decréscimo da produção. Elas são declaradas nocivas por muitas razões, incluindo: Ser prejudicial para a saúde das pessoas; Ser uma fonte de sementes prolíficas e ser uma ameaça às áreas de bosques naturais e à sua biodiversidade ecológica.
Também na sociedade em que vivemos deparamo-nos com esta espécie de erva daninha, que mina, que se enrola, que deteriora e que cresce a ponto de abafar a boa semente. A realidade é que elas se mascaram de tal forma que se confundem com a semente boa. Muitas vezes não sabemos se determinada pessoa está a ser honesta, sincera, verdadeira. Começamos a ficar confusos, e deixamo-nos levar por palavras e ideias que nos parecem inofensivas. Mas de uma coisa podemos ter a certeza é que na devida altura o julgamento divino virá e aí não haverá qualquer confusão, porque o Deus eterno que é Omnisciente não estará confuso nem se deixará enganar.
Esta parábola ensina-nos o seguinte:
- Há sempre um poder hostil no mundo que procura e espera destruir a boa semente.
- Há sempre dificuldade entre distinguir os que são do reino e os que não são
- Não se deve ser lesto no nosso julgamento
- O julgamento vem sempre no fim
- Só Deus pode julgar todas as coisas.
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