Em Busca da Excelência na Salvação
Escrito por: Virgílio Barros | Categoria: Mensagem
Filipenses 3:8
Quando falamos de excelência, normalmente relacionada com aquilo que fazemos, ficamo-nos por dois tipos de reacções opostas. Por um lado, se a excelência não é uma coisa que nos preocupe, então reagimos com certa animosidade aos que a procuram e se esforçam por alcançar. Mas se a excelência é algo que nos preocupa, então reagimos com certa presunção sobre os outros que não querem saber dela para nada.
Na verdade, o ser humano precisa é de compreender os princípios bíblicos que nos exortam a procurar a excelência. De certa forma, todos nós queremos ser reconhecidos por excelentes naquilo que fazemos mesmo quando sabemos que até nem nos esforçamos muito e que até fomos medíocres. Enfim! São os sentimentos de angústia que, vindos do nosso interior, nos incomodam, perturbam e criam doenças tais como o stress, a depressão, a neurose e a histeria.
O que o ser humano, na realidade precisa é adquirir uma nova perspectiva sobre o que é importante nesta vida, em preparação para a do além.
Certo pastor sonhou que tinha morrido e que se encontrava à entrada do céu, junto aos portões. E como acontece em sonhos feitos por aquilo em que se crê, esse pastor achou-se perante Pedro, que tinha um grande livro na sua mão e estava pronto para dizer se aquele pastor tinha permissão para entrar no céu ou não.
Pedro deu-lhe uma informação surpreendente. “Estimado amigo para você entrar por estes portões precisa de arranjar 100 pontos”.
Aquele pastor, com um certo orgulho disse: “Bem, eu fui pastor durante 47 anos”.
“Muito bem”, disse Pedro, “isso já lhe dá um ponto”.
“Um ponto?! Só isso?! Um ponto apenas por 47 anos de serviço?!”
“Exactamente”, respondeu Pedro.
O pastor começou a ficar preocupado com o sistema de pontuação. E começou a pensar em mais coisas que fez em vida. “Bem, eu visitei os doentes que não podiam sair de casa, sempre que tive oportunidade”.
“Mais um ponto”, disse Pedro.
“Eu desenvolvi uma série de programas de recuperação. Participei em muitos grupos cívicos da nossa cidade. As pessoas amavam-me”, continuou o pastor.
“Outro ponto. O que perfaz três pontos no total”.
O pastor começou a “stressar”. E de repente lembra-se: “Eu trabalhei com a juventude. Você sabe certamente o que isso significa, pois também foi apóstolo. Veja como fiquei com os cabelos brancos”.
“Mais um ponto. Já lá vão quatro. Só precisa de arranjar mais 96”.
“Oh, não”, gritou em pânico o pastor, “sinto-me sem saber o que fazer, tão insuficiente. Se não for a graça de Deus, não tenho qualquer possibilidade”.
Então Pedro deu um grande sorriso e disse: “Ah!… a graça de Deus. Aí estão os 100 pontos que precisava, mais os quatro que apresentou, faz 104 pontos. Tem mais do que o suficiente para entrar.”
Paulo tinha adquirido uma nova perspectiva da vida. Outrora tinha sido um perseguidor dos cristãos, mas agora estava feliz por fazer parte do grupo dos perseguidos. O seu encontro com Jesus Cristo tinha-o mudado profundamente, deu-lhe uma nova perspectiva de tudo na sua vida.
Ao escrever esta carta, 25 anos provavelmente depois da sua conversão, Paulo estava a enfrentar duas situações antagónicas. Se, por um lado, estava a viver um processo de envelhecimento e com sofrimento devido a um espinho na carne, por outro, ele possuía uma maturidade que só o tempo podia trazer. Parte dessa maturidade era uma nova perspectiva, algo que lhe deu encorajamento para o longo trajecto. Ele estava determinado a cortar a linha da meta numa corrida completa. Paulo era uma pessoa que buscava a excelência para a sua vida.
Antigamente a sua busca de excelência baseava-se na prática irrepreensível da sua religião. Ele confiava totalmente na carne, isto é, no seu eu, na sua capacidade tenaz de cumprir com os seus deveres e de querer ser o melhor. Ele fora circuncidado ao oitavo dia, era da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu dos hebreus, Fariseu segundo a lei, o seu zelo fê-lo perseguir a igreja, em termos de justiça prescrita pela lei, fora irrepreensível. Ele fez tudo isto para ser considerado excelente. Ele era um devoto excelente. Era um excelente temente a Deus. Ele buscava a excelência nos seus próprios méritos e privilégios. Ele fazia tudo isto, porque ansiava ter algo em que se pudesse vangloriar.
Mas agora, ele considera que tudo aquilo que ganhara para si não lhe trouxe a verdadeira excelência de vida que ele procurava. Ele ganhou muita coisa, mas perdeu Cristo. Ele ganhou orgulho, mas perdeu Cristo. Ganhou respeito dos homens, mas perdeu Cristo. Ganhou o título de doutor, mas perdeu Cristo. Ganhou fama de piedoso, mas perdeu Cristo.
Segundo este texto, Paulo ainda continuava a sentir a tentação de procurar a excelência nas coisas da vida, mas agora ele tinha uma nova visão. Nada do que ele conseguisse pelos seus méritos seria excelência de vida. Afinal era apenas perda. Perde de tempo, perda de energia, perda de dinheiro.
Agora, o que Paulo tinha encontrado, na sua busca ainda que indirecta, fora o conhecimento de Jesus Cristo, o Senhor. Ele encontrara-se com um Deus que nunca tinha conhecido verdadeiramente. O seu conhecimento de Deus era resultado apenas do cumprimento de deveres religiosos.
Houve, porém, um momento em que Paulo passou a ter outro conhecimento de Deus. A sua experiência de conversão trouxe-lhe o dom de Deus – a vida eterna. Falar de conhecimento é falar de uma relação íntima com o outro. Quando isto acontece o outro deixa de ser o “outro” e passa a ser o “tu”. Assim a relação deixa de ser eu e o outro e passa a ser uma relação de eu e tu. Assim acontece com aquele que encontra Deus e é encontrado por Deus. Tanto Deus como nós deixamos de ser os outros e passamos a ser tu. Este encontro com o Cristo vivo estabelece uma união moral e espiritual pela fé. É que esta relação íntima com Cristo Jesus que Paulo passou a ter tinha, mesmo assim, um preço. A resposta à revelação divina, em que Cristo se apresenta como Senhor, exigia a confiscação dos seus “ganhos” e a rendição do seu orgulho. É por isso que ele diz: “pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco”. O tempo verbal diz-nos que Paulo olhou para trás, para uma ocasião definida, quando se deu a transacção. E isto é indubitavelmente a grande renúncia envolvida no seu compromisso com Cristo a caminho de Damasco. Paulo encontrou a excelência no conhecimento de Cristo Jesus como seu Senhor.
A busca da excelência na salvação significa dizer como Paulo: “porque para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho”. Jesus disse algo que motivou estas palavras de Paulo, que foi o seguinte: “aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, acha-la-á” (Mt 16:25).
Conta-se a história que o grande industrial Andrew Carnegie começou a sua carreira com pouco dinheiro. Através de movimentos de negócios argutos, ele amontoou uma das maiores fortunas da história. A meados da sua vida, ele gostava de ficar sozinho, viajando na sua carruagem privada, não permitindo que alguém se aproximasse dele a não ser um velho criado negro. Ele costumava entrar para a sua carruagem ao fim do dia, fumava o seu charuto favorito, pegava no seu jornal e dava ordens ao seu criado para ficar em silencia. Não haveria conversa a não ser que Carnegie a iniciasse.
Uma noite, depois de Carnegie se ter acomodado com o seu charuto e com o jornal, o criado aproximou-se timidamente e disse: “Desculpe, Sr. Carnegie”. Carnegie levantou os olhos e disse: “O que foi? A carruagem está a arder?”. “Não senhor”, disse o criado. “Então cale a boca”, ordenou o industrial.
Passados uns minutos, o criado aproximou-se novamente. “Nem uma palavra”, disse Carnegie.
“Mas, senhor. O senhor vai ter que sair desta carruagem”, disse o criado. Carnegie ficou furioso. Cuspiu o charuto, atirou com o jornal ao chão e vociferou: “O que é que há de errado com esta carruagem?”
“Não há nada de errado com esta carruagem, senhor”, replicou o criado, “só que ela não está atrelada à máquina”.
Carnegie desatou a rir e começou a pensar na sua vida. Ele era rico, poderoso, mas tremendamente só. Na verdade ele vivia numa prisão dourada. Não sabia se as pessoas gostavam mesmo dele ou se apenas do seu dinheiro. Ao ter adquirido tanto através do seu subterfúgio, ele suspeitava que todos tinham as mesmas intenções.
Entretanto chegou à conclusão de que a sua vida era muito semelhante à sua carruagem privada – ele não estava atrelado a nada. Como sabem, Carnegie passou o resto da sua vida a distribuir a maior parte da riqueza que tinha adquirido, e milhões de pessoas beneficiaram com aquelas ofertas. Ele distribuiu mais de 350 milhões de dólares nos inícios do século XX. O seu dinheiro criou mais de 2.500 bibliotecas públicas por todo o mundo. As suas fundações beneficiaram professores, paz mundial e a bravura. A sua construção do Carnegie Hall em Nova Iorque providenciou um local de classe mundial para grandes músicos por todo o século XX. À medida que envelhecia, Andrew Carnegie encontrou a perspectiva apropriada na sua vida e decidiu usar os seus recursos para ajudar outros.
Paulo também descobriu que a excelência da sua vida estava na salvação em Cristo Jesus. Também você precisa de ter este encontro pessoal com Jesus Cristo e redescobrir o verdadeiro valor da vida, alcançando a excelência.
Um Comentário a “Em Busca da Excelência na Salvação”
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Marta Diz:
13 Fevereiro 2009 at 20:59Excelente
