Internet – Uma porta aberta para o mundo

O recente caso duma adolescente inglesa de 12 anos que fugiu com um ex-marine americano de 31 anos após terem mantido ao longo de 1 ano contacto através da internet deixou a opinião pública e a sociedade em geral preocupada e assustada com o real poder da internet.

Hoje em dia as crianças têm acesso desde muito cedo a um computador e na sequência normal da aprendizagem de informática depressa são apresentadas ao maravilhoso mundo da internet.

Se pensarmos um pouco reparamos que em muitos dos lares onde existe um computador, são os membros mais novos da família que o utilizam, até porque em muitos casos os pais nunca tiveram acesso a tal tecnologia e compram o computador porque os filhos precisam dele para a escola ou para simples diversão.

A verdade é que não são precisos mais exemplos para perceber que facilmente as crianças e adolescentes de hoje têm desde muito cedo acesso à internet – Uma porta aberta para o mundo.

Eu gosto de pensar na internet e nas suas potêncialidades como algo de positivo, por exemplo, termos acesso a qualquer informação a qualquer momento à distância de um simples clique dum botão. Mas à semelhança do mundo em que vivemos existem coisas boas e coisas más. A internet é também uma porta aberta para a pornografia, a pedófilia, o culto do sexo, digamos que é um meio muito interessante para se publicitar todo o tipo de mensagens. Para além de toda a informação a que podemos ter acesso, existe também a possibilidade de termos uma porta aberta para conhecer outras pessoas, nomeadamente através dos “chats” – salas de conversa, que mais não são do que programas que permitem que as pessoas conversem umas com as outras através de frases que vão digitando no seu computador encobertas por um “nickname” – alcunha, podendo cada um dar largas à imaginação e fazer-se passar por quem quiser.

Na dramática história da menina inglesa foi através de um programa de chat que ela comunicou e fez amizade com um homem de 31 anos de tal forma que um dia desejou sair com ele, abandonando os pais.

Não querendo ser alarmista, mas antes olhando com atenção para o mundo que nos rodeia não me parece demais seguir o exemplo das estações de televisão britânicas que cobriram este infeliz acontecimento que felizmente acabou bem e deixar alguns conselhos para os pais que inocentemente e com a melhor das intenções colocam nas mãos das suas crianças e adolescentes um instrumento tão poderoso como um computador.

Dê atenção ao tempo que o seu filho passa no computador. Se achar que ele se isola demasiado tempo no computador, procure perceber o que ele está a fazer, que tipo de páginas consulta, que tipo de jogos joga. Se ele frequentar as salas de chat procure saber que amizades ele está a fazer e explique-lhe os problemas que podem advir duma utilização incorrecta destes programas. Neste altura existem já alguns programas especiais para impedir o acesso a determinados contéudos da internet que podem ser instalados e assim tornar mais segura a utilização do computador.Outra solução poderá passar por colocar o computador numa sala comun, disponível para toda a família evitando assim que as actividades realizadas no computador ocorrram isoladamente. Estas são algumas formas de prevenir males maiores.

Apesar deste tema ainda não ser fonte de preocupação para muitas pessoas penso que os acontecimentos recentes levam a que tenhamos que dar mais atenção à forma como procuramos educar as crianças a utilizar uns instrumentos tão utéis e poderosos como são um computador e a internet.



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